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quinta-feira, abril 09, 2015

"Santa Casa tem que ter outra destinação"



Entrevista com Nelson Abrahim Fraiji, diretor-presidente da Fundação Hemoam (Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas)


No dia 10 de outubro de 2014, o diretor-presidente da Fundação de Hemoam, Nelson Abrahim Fraiji, foi reeleito ao cargo em disputa acirrada, vendendo o pleito com 57% dos 446 votos. Fraiji entrou na disputa com o slogan “O Trabalho Não Pode Parar”, e de fato não parou. Ele apresentou o Relatório de Gestão 2011-2014, onde presta contas das ações e projetos implementos em prol do atendimento irrestrito aos pacientes. 

Com um orçamento na ordem de R$ 80 milhões, Fraiji tem a missão de administrar o ano de 2015. Sua gestão de quatro anos termina em 2018. A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas - Hemoam é responsável pelos processos de captação, coleta, tratamento e distribuição de sangue. 

A instituição está vinculada à Susam (Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Amazonas), atua na capital e nas UCT’s (Unidade de Coleta e Transfusão) no interior. Integra a rede nacional de hemocentros e segue as diretrizes do Pró-Sangue (Programa Nacional do Sangue e Hemoderivados) do Ministério da Saúde. 

Durante visita de cortesia ao Jornal do Commercio, Fraiji fala da criação da Fundação Sangue Nativo em apoio ao Hemoam e a importância da divulgação do protocolo de tratamento dos pacientes com leucemia que chega a 80% de cura, mas que o custo ainda é muito alto.


Jornal do Commercio- A Fundação Hemoam é referência na região Norte, para essa notoriedade foi necessário ter um selo de qualidade?
Nelson Fraiji- Nós temos Certificação ISO. Nós fomos o terceiro hemocentro do Brasil a ter certificação e fomos a primeira instituição de saúde no Amazonas a ter certificação. Nós temos certificação de qualidade desde o ano 2000. Então nós tentamos fazer uma gestão com indicadores de qualidade, aviando o que fazemos, reduzindo custos. E acredito que temos uma avaliação de qualidade de usuários.

JC- Atualmente o Hemoam conta com uma equipe de quantos profissionais?
Fraiji- O quadro é um problema, porque nós temos estatutário que são em torno de trezentos, temos bolsistas que é uma relação de trabalho instável –a pessoa não tem direitos trabalhistas- mas que é uma força de trabalho importante, e temos esse regime especial temporário, que é aquele que o Estado contrata celetista por dois anos. A somatória desse conjunto dá quinhentas pessoas e esse partilhado esse pessoal todo para o conjunto das três atividades. 

JC- Qual foi o ponto de destaque da primeira gestão (2011-2014) que o senhor esteve à frente da Fundação Hemoam?
Faiji- Nestes quatro anos ampliamos o atendimento aos pacientes portadores de doenças do sangue na medida do crescimento da demanda. Nosso compromisso sempre foi não deixar de atender ninguém que busque o Hemoam, independentemente da nossa capacidade instalada.

JC- Sobre essa capacidade de atendimento, o Hemoam tem planos de uma nova expansão contemplando também essas inovações tecnológicas?
Fraiji- Nós estamos construindo um hospital no terreno do centro psiquiátrico, estamos construindo núcleos no interior. Com uma política de assistência psiquiátrica mudou no país, desativaram os centros psiquiátricos e esses centros estão sofrendo adaptações. Nós estamos utilizando parte do terreno para construir um hospital com 15 mil metros quadrados, são 150 leitos. E provavelmente o governo do Estado vai implantar naquela área onde está o prédio do hospício atual, um CDI (Centro de Diagnóstico por Imagem) em que ele centralizaria os diagnósticos de Raio X, tomografia, ressonância, ultrassonografia.

JC- Como está essa relação com o Centro Psiquiátrico, uma vez que, já existe um movimento antimanicomial?
Fraiji- Nós fizemos uma interação com o pessoal do Centro Psiquiátrico e o hospital que nós vamos construir vai haver uma enfermaria para tratamento de doenças psíquicas. Porque a política atual integra o doente psiquiátrico aos hospitais gerais. Ele não é mais tratado com segregação. Apesar de não ter relação direta com as atividades de um hemocentro, mas quando nós negociamos a utilização dos espaços do antigo hospício, houve esse compromisso. Porque o nosso hospital, que já está em construção, é um hospital geral onde vai ter cirurgia, UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Obviamente que o conjunto dos pacientes maior vai ser de doenças do sangue e vai ser também o hospital dedicado ao tratamento de câncer da criança, não só a leucemia, os cânceres infantis vão ser todos tratados por nós.

JC- Esse era o projeto, do governo do estado, de requalificação da Santa Casa de Misericórdia, que fica no Centro da cidade? Então houve mudança no plano?
Fraiji- O Plano da Santa Casa, no nosso entendimento, é uma ideia dado que a percepção que é importante ter um centro dedicado ao tratamento de câncer de criança, só o hemocentro hoje já trata 80% dos cânceres de criança. Porque 80% dos cânceres de criança são leucemias, linfomas e neuroblastomas que nós tratamos. Então, óbvio, nós vamos construir uma baita infraestrutura com todo os componentes de um tratamento adequado de câncer de criança, agrega mais 20%. Basicamente vai se cumprir o objetivo do governo nessa instituição.

JC- E o prédio da Santa Casa, como ficará? Qual a melhor destinação?
Fraiji- Eu acho que a Santa Casa tem que ter outra destinação. Até porque, o que nós temos hoje do ponto de vista da infraestrutura da Santa Casa a tecnologia de um hospital não é mesma de cinquenta nos atrás. O piso é sofisticado, a ventilação é controlada, o ar é purificado, há barreiras, fluxos determinados e aquele projeto da Santa Casa não se adequa jamais a um hospital, particularmente, para quem quer tratar câncer. Hoje o tratamento de câncer tem transplante, que tem toda uma tecnologia que tem que ser ajustada para dar o melhor resultado ao tratamento e não vais ser adaptando um prédio de dois séculos atrás para ser um hospital do câncer. Eu acredito que o governo demonstre uma intenção, que é permitir o tratamento centralizado de câncer em criança e vai ter isso conosco.

JC- Quais são as origens dos recursos para a excussão da obra de construção desse Hospital Geral?
Fraiji- A história dos recursos consta no relatório de atividades, que é anual, em que nós fizemos um levantamento dos números dos quatro anos. O Hospital é uma necessidade nossa há muitos anos e fomos procurar a bancada parlamentar para conseguir recursos. O deputado Pauderney Avelino ainda não tinha identificado onde utilizar os R$ 16 milhões que cada parlamentar tem para emendar o orçamento e ele disse que ia coloca-los para o Hemoam, e fomos atrás de cada um dos parlamentares até conseguirmos o montante de R$ 41 milhões. O governo comprometeu-se com a parte dele, algo em torno de R$ 18 milhões, e foi assim que chegamos aos R$ 60 milhões para iniciar a obra de construção do hemocentro.

JC- O senhor pode abordar um pouco mais o tratamento das leucemias na infância?
Fraiji- Nós vemos muitas sociedades organizadas no sul do país fazendo uma luta intensa para viabilizar os serviços de tratamento de leucemia. A leucemia é uma doença fatal muitas vezes, se não tratadas em tempo e as crianças, 801% delas com leucemia podem ser curadas. E o tratamento da leucemia é caro, sofisticado e que requer uma tecnologia em termos de infraestrutura, equipamentos, capacitação de pessoal e uma equipe muito bem formada. O Hemoam participa de um protocolo de tratamento tão sofisticado que são dezenas de medicamentos caríssimos, que são usados quimioterápicos de várias maneiras durante dois anos. Nós levamos dois anos para tratar uma criança com leucemia.

JC- Como funciona esse Protocolo de Tratamento Brasileiro? As empresas incentivas pela Zona Franca de Manaus, podem ajudar de alguma forma?
Fraiji- Trata-se de um protocolo de tratamento brasileiro que permite chegar próximos de 80% de cura, mas a manutenção de uma criança par fazer esse tratamento, não é brincadeira e como eu disse no início, muitas sociedades do Brasil se organizam –familiares, amigos- para viabilizar recursos financeiros e custear o tratamento. E aqui em Manaus, ninguém ouve ninguém falar sobra isto. As industrias do Distrito Industrial não se manifestam, algumas vezes fizemos contatos. A sociedade mais abastada pega seus filhos e vai embora para fora e esquece que tem outros amazonenses. As crianças que vem do interior e não podem ficar dois anos aqui, também por falta de recursos. Os indígenas, que são 200 mil no Amazonas, a esse que é mais complicado ainda, porque a família não quer ficar tanto tempo longe. Eu acredito que temos que despertar a sociedade um pouco mais de preocupação com essa situação. Eu sempre tento, nessas oportunidades com a imprensa, voltar a atenção para isso, porque nós falamos muita na transfusão, que é muito interessante, mas a gente não leva essa preocupação para a sociedade.
 

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terça-feira, março 10, 2015

Denúncia

Governador fala em perseguição política


Foto: Herick Pereira/Agecom
José Melo diz que vai coibir qualquer tentativa escusa de se mudar o resultado das urnas
O governador do Estado do Amazonas José Melo (PROS) foi reeleito em 2º turno com 869.992 votos, diferença de 147.527 votos contra o seu opositor o candidato Eduardo Braga (PMDB), atual ministro de Minas e Energia, que teve 696.465 votos, registrados pelo TRE-AM, na apuração dos votos válidos da eleição realizada em 2014.

Para evitar que aconteça uma eleição em terceiro turno no Amazonas e também em resposta às denúncias de compra de votos que beneficiaria a eleição do candidato do PROS, exibidas no domingo (8) durante o programa ‘Fantástico – O Show da Vida’, da Rede Globo, Melo disse que vai agir de acordo com o rigor da Lei, para coibir qualquer tentativa de se ganhar uma eleição de forma escusa desleal pelo seu opositor.

“Eu vou agir de forma muita dura contra esse posicionamento de querer ganhar uma eleição na marra, a qualquer custo levando uma eleição para um terceiro turno quando nós precisamos governar, precisamos atender os ribeirinhos, atender aqueles que precisam”, garante.

A denúncia apresentada no Fantástico envolve a empresária Nair Queiroz Blair. Segundo a reportagem, Nair, teria utilizado esquema para recrutar eleitores que supostamente votaram no candidato à reeleição e atual governador do Estado do Amazonas, professor José Melo. Entre recibos apresentados estão quitação de festas de formaturas que aconteceram em Manaus, pagamento de óculos e reforma de um túmulo em um cemitério da capital amazonense. O irmão do governador, Evandro Melo, teria dado o dinheiro para efetuar os supostos pagamentos.

Nair Blair é ré na ação penal número 2332.2014.604.0002 que está tramitando na 2ª Zona Eleitoral, no TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas), em Manaus. A ação apura a compra de votos e está sendo analisada pela juíza Cláudia Monteiro Pereira Batista. Também foram citados como réus, Moisés Barros e Karine Cristiana da Costa Brito.

Melo não se calou e rebateu as denúncias, durante entrevista coletiva que aconteceu na manhã de ontem (9). O governador foi veemente quando disse que levar uma eleição para o 3º turno de forma não muito ética, usando de subterfúgios, irá prejudicar diretamente a população amazonense e a economia do Estado que mais cresce no país, estando em 5º lugar no PIB brasileiro (Produto Interno Bruto). “Muitas armações foram feitas durante as eleições. Quem me garante que essa também não foi mais uma armação?”, indagou.

O governador relembrou a ocorrência durante às eleições de outubro do ano passado, que afetou a Segurança Pública na capital amazonense. “Quem não se lembra daquela armação da kombi paga pela coligação do meu adversário, cheia de ladrões que a polícia prendeu, e que tem um inquérito aí! Com a kombi alugada e os bandidos pagos para assaltar a cidade de Manaus para criar um clima de insegurança na cidade, quem não se lembra dessa armação?”, recapitulou.

Melo ratificou que irá buscar na lei sua defesa sem que os amazonenses saiam prejudicados com a possibilidade de haver um 3º turno no Estado. “Meu governo se reserva ao direito de apurar com rigor essa questão relacionada com o contrato da compra e eu já instruí meu advogado que ele possa fazer a minha defesa”, frisou o governador reeleito, ainda se referindo à matéria veiculada no Fantástico do último domingo (8).

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quinta-feira, janeiro 22, 2015



SEGURANÇA
‘Todos Pela Vida’ é foco do governo
Governador José Melo empossa cúpula da Segurança delineando novos rumos para o combate à criminalidade

O governo do Amazonas vai implantar o programa “Todos Pela Vida” visando intensificar o combate ao narcotráfico, tirando os jovens de situações de vulnerabilidade à violência e às drogas. Também está previsto uma reestruturação do programa “Ronda no Bairro” e uma parceria com as Forças Armadas. 

As novidades na segurança públicas foram anunciadas pelo governador José Melo, durante solenidade de posse dos titulares da SSP-AM (Secretaria de Estado de Segurança Pública), Sérgio Lúcio Mar dos Santos Fontes, e da DGPC-AM (Delegacia Geral da Polícia Civil), Orlando Dário Goes do Amaral, ontem pela manhã, na sede do Governo, zona oeste da cidade. 


Com o objetivo de promover avanços e melhorias na gestão dos serviços públicos e intensificar o combate ao tráfico de drogas, o governador oficializou as primeiras mudanças na cúpula da segurança pública, que fazem parte da reestruturação administrativa do novo governo. “A escolha dos novos integrantes é apenas parte das modificações na segurança pública”, informou o professor José Melo.


Segundo o governador também está previsto mudanças conceituais na segurança pública, através de parcerias com as Forças Armadas brasileiras (Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira). “Precisamos fortalecer o combate ao tráfico de drogas, reestruturar e ampliar o Ronda no Bairro e implantar o programa “Todos Pela Vida”, para assim afastar os nossos jovens amazonenses de situações de risco e de violência desse mundo das drogas”, frisou.


Além de reestruturar e ampliar o Programa Ronda no Bairro, Melo vai implantar o programa Todos Pela Vida, promovendo ações educativas, culturais e esportivas com objetivo de afastar os jovens de situações de vulnerabilidade à violência e às drogas. Assim foi definida a Segurança Pública do Amazonas como uma das prioridades da nova gestão administrativa estadual. Melo ratificou que seu governo é de continuidade, mas algumas mudanças são necessárias para adequação e redução da máquina pública para os próximos quatro anos.


O programa Ronda no Bairro continuará com peso importante dentro da estrutura da Segurança Pública e deve ser submetido a ajustes, adiantou o governador. Melo agradeceu ao empenho dos servidores da área e enalteceu o trabalho do ex-secretário da SSP, coronel Paulo Roberto Vital, e do ex-delegado-geral, Josué Rocha. “Os últimos anos foram de muitos investimentos e agora cabe o dever de aprimorar o sistema”, frisou o governador, ressaltando que o orçamento da pasta saiu de R$ 694 milhões, em 2010, para R$ 1,4 bilhão ano passado.


De acordo com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, a parceria com as Forças Armadas é de fundamental importância para o controle fronteiriço do país, porta de entrada para os narcotraficantes. “Está na hora de um entrosamento com o Exército, numa ação fulminante de fronteira e que se mantenha o controle. O nosso Comando Militar da Amazônia é o mais preparado do País. É o Exército mais numeroso e mais bem armado e o mais forte do Brasil”, observou.


Recentemente o General do Exército Brasileiro Eduardo Dias da Costa Villas Bôas foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff, como Comandante do Exército Brasileiro. Ele dedicou mais de 30 anos de sua carreira à região amazônica, atuando nas fronteiras como Comandante do CMA. 

Para o prefeito de Manaus essa nomeação foi providencial e vai ao encontro dos interesses do Amazonas nas questões de segurança e combate ao narcotráfico.  “O general Villas Bôas tornou-se um grande amigo meu, do governador Melo, do senador Omar. Ele chega ao ponto culminante da sua carreira e eu tenho certeza que sempre aberto para novas ideias que tragam o bem”, frisou. 


O secretário da SSP, Sérgio Fontes, afirmou que vai priorizar a integração entre as forças policiais. “A responsabilidade é enorme e vamos trabalhar diuturnamente para merecer essa confiança”, disse. Fontes foi superintendente da Polícia Federal no Estado, ele pretende desenvolver um trabalho em conjunto com o judiciário e o Ministério Público. 


Fontes adiantou, durante coletiva de imprensa, que haverá melhorias na corregedoria, aquisição de novas viaturas. Além dos novos concursos públicos, ele disse que pretende gerir o sistema com democracia, ouvindo os representantes, para avaliá-lo e aprimorá-lo continuamente. “Não haverá mudança imediata nos comandos, vou avaliar cada um antes de tomar qualquer decisão de quem fica ou quem sai”, garantiu. 


Polícia Civil

O delegado-geral da Polícia Civil, Orlando Amaral, disse que pretende reforçar o efetivo operacional com novas operações de segurança, seguindo a determinação do governador. Também deverá intensificar os trabalhos de investigação e o uso da inteligência. Além de priorizar melhores condições para a corporação. 


Amaral anunciou o nome do delegado Raimundo Acciolli para ocupar o cargo de delegado-geral adjunto. A DERFD (Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações), que antes estava sob a administração de Orlando Amaral, agora fica sob a responsabilidade do delegado Adriano Félix. “Fizemos alterações na cúpula da Polícia, modificações nas delegacias especializadas e nos distritos com o objetivo de colocar a pessoa certa no lugar certo”, frisou.


A solenidade de posse contou com a presença do atual secretariado, autoridades e do novo comandante da PMAM (Polícia Militar do Amazonas), coronel PM Gilberto de Andrade Gouvêa. A cerimônia para passagem de comando na PMAM será nesta manhã, dia 22, às 10h, no pátio do Quartel do Comando Geral da PMAM. 

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