quinta-feira, outubro 14, 2010

Atividade: Elaborar texto informativo sobre as mulheres afegãs e a ética na eutanásia. Utilizar critério de pesquisa

Disciplina: Língua Portuguesa/Produção Textual

Direitos Humanos

     A Declaração Universal dos Direitos do Homem, reúne os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais dos homens que vivem em sociedade. Destaque para fragmentos dos textos que regulamentam temas polêmicos que são desrespeitados pelos homens do mundo. No Artigo 3º, Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. No Artigo. 24º n.1, A vida humana é inviolável. E no Artigo 25º n.2, A integridade moral e física das pessoas é inviolável.

As Mulheres Afegãs
     No Afeganistão durante o regime do Talibã, de setembro de 1996 a outubro de 2001, as mulheres foram submetidas a leis repressoras e desumanas. Para sair de casa, as mulheres eram proibidas de vestir roupas elegantes, maquiar o rosto e jamais atrair a atenção para sua imagem. Podiam lecionar apenas para a família. Não podiam trabalhar fora do lar nem freqüentar escolas. As proibições atingiam a todos. Período em que não podia rir em público ou ouvir qualquer tipo de música, nem em festa de casamento, ou brincar com pássaros, empinar pipas, e tirar fotografias, por serem consideradas formas de idolatria.
     Foi nesse cenário negro que escritores e fotógrafos registraram o que acontecia com o povo afegão, obras que se tornaram Best-Sellers pelo mundo, tais como: “Mulheres de Cabul” onde a fotógrafa inglesa Harriet Logan fotografou dezenas de mulheres no Afeganistão, submetidas a leis que só faltavam proibir de viver, e ouviu de maneira mais realista e crua, o universo afegão mostrado no romance “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini, e no livro “O Livreiro de Cabul”, de Asne Seierstad.

Imagem ilustrativa
      Em Cabul, capital do Afeganistão, o que Harriet Logan ouviu e registrou foram depoimentos de mulheres de personalidade forte, que não se deixavam abater pelo regime autoritário Talibã. Entre uma casa e outra, a fotógrafa cobria o rosto com a burkha, que só tirava quando adentrava nas casas. Também usava sapatos emprestados pelas mulheres, para ninguém notar que ela não era afegã, pois os estrangeiros não eram bem vindos. O risco foi compensado nas páginas de Mulheres de Cabul, onde algumas mulheres ouvidas e fotografadas em 1997 voltaram a ser visitadas por Harriet após a queda do regime Talibã.

     - Logo que entrei no quarto frio da professora Zargoona, que lecionava física antes do regime do Talibã, a afegã começou a chorar. A profissão fora proibida para mulheres. “- Nós, professoras, continuamos preparando testes e provas, que eu levava até a escola para entregar aos alunos. Mas os Talibãs me descobriram e me ameaçaram. - Se você voltar aqui, nós vamos cortar suas pernas para que não possa mais andar.”

     Em 2001, quando Harriet reencontrou Zargoona magra e trêmula, a afegã voltou a chorar. Estava com câncer e não tinha dinheiro para o tratamento nem para os remédios. Mas, foi outra realidade que encontrou em Cabul após a queda do regime Talibã. Os objetos proibidos ressurgiam. Os mercados exibiam TVs, câmeras de vídeo e fitas cassete. As lojas tinham as paredes cheias de pôsteres e cartões-postais de cantores indianos e da atriz Kate Winsler do filme Titanic, que apesar de clandestino, também fez sucesso no Afeganistão. Agora a fotógrafa registrou um céu com centenas de pipas, muitas delas feitas de simples sacos plásticos com fotos do Rambo. As mulheres ainda usavam burkhas, ao contrário do que se esperava no Ocidente. A mudança está acontecendo lentamente, devido à reação dos homens ao ver mulheres descobertas em público, pela primeira vez em cinco anos.
“Sanam, uma garota de nove anos, que sonha em ser médica, pôde comemorar os novos tempos de liberdade com sua boneca chamada Sadaf: - Agora posso passear com a minha boneca sem medo. Quando os Talibãs estavam aqui, eu precisava esconder minha boneca atrás de mim, porque se eles a encontrassem, teriam me batido.”
A Política Internacional
     Em 7 de outubro de 2001, quando os Estados Unidos da América (EUA) começou a bombardear o Afeganistão contra o avanço do regime Talibã, a justificativa usada foi a opressão sob as mulheres afegãs. Cinco semanas depois, a primeira dama norte-americana, Laura Bush, declarou: “- Por causa da nossa recente vitória militar no Afeganistão, as mulheres não são mais prisioneiras em seus lares. A luta contra o terrorismo é também a luta a favor dos direitos e dignidade das mulheres.”
     Em Cabul, a ativista da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA) escreve com pseudônimo Mariam Rawi: “A Grã Bretanha e o EUA disseram que a Guerra do Afeganistão libertaria as mulheres. Nós ainda estamos a esperar.”
     Nem no nordeste ou sudeste do Afeganistão que são controlados pela Aliança do Norte, os direitos das mulheres não são diferentes dos aplicados no regime Talibã. Um trabalhador de uma ONG Internacional relatou para a Anistia Internacional:
“- Durante a Era do Talibã, se uma mulher for ao mercado e mostrar um centímetro de sua pele, ela seria agredida, hoje em dia ela será violentada.”

Mulheres de Cabul continuam usando a burka (BBC)
     A Guerra contra o Terror derrubou o regime Talibã, mas não acabou com o fundamentalismo religioso. O EUA apenas trocou um regime fundamentalista por outro. Mas, o EUA nunca lutou contra o fundamentalismo para ajudar as mulheres afegãs. Em maio de 2001 a administração americana deu ao Talibã 43 mil dólares como gratificação pela diminuição da produção de ópio. Agora o EUA apóia a Aliança do Norte, a qual foi responsável pela morte de 50 mil civis no regime sangrento dos anos 90. Hoje, aqueles que estão no poder, homens como Karim Khalili, Rabbani, Sayyaf, Fahim, Yunus Qanooni, Mohaqiq e Abdullah, são os mesmos que impetraram restrições anti mulheres logo que tomaram o poder em 1992 e começaram um regime de terror no Afeganistão. Centenas de mulheres e crianças foram violentadas por homens armados e muitas cometeram suicídio para evitar as frequentes violações por estes homens.
     A falta de direitos das mulheres não é o único problema que o Afeganistão enfrenta atualmente. Nem o cultivo de ópio nem o terrorismo foram erradicados. Não existe paz, estabilidade ou segurança. O presidente Karzai é um prisioneiro do seu próprio governo. O líder do regime apoiado pela Aliança do Norte é quem domina o poder sangrento.
     A RAWA, ainda não pode abrir um escritório em Cabul, nem pode distribuir livremente a revista Payam-e-Zan (Mensagens das Mulheres). Os donos de livrarias ainda ficam com medo por suas vidas, ao comercializar essas publicações, e os voluntários da RAWA que fazem essa distribuição já foram torturados e sequestrados por fazerem esse trabalho. As pessoas que forem pegas lendo tais publicações ainda estão em perigo. O feminismo não precisa ser importado, ele já está enraizado no Afeganistão. No entanto, depois do dia 11 de setembro de 2001, ataque as torres gêmeas em Nova York essas mesmas organizações da mídia transmitiram os atentados repetidamente. Da mesma forma, os documentos sobre os abusos contra as mulheres cometidos pelo Talibã fotografados pelos fotógrafos da RAWA foram usados sem a permissão da RAWA. Esses documentos foram reproduzidos em panfletos e jogados por aviões americanos sobre o Afeganistão.

Direito sobre a vida e a morte
     Eutanásia, palavra de origem grega: eutávasia, eu=bom e távaso=morte, é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
     Distanásia, é o oposto de eutanásia, devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso.
     A eutanásia representa uma complicada questão de bioética e biodireito. Enquanto o Estado atua com o princípio de protecção à vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte. No Brasil e em Portugal, independe a forma de eutanásia praticada, seja ela legalizada ou não, esta prática é considerada ilegal, é um assunto controverso, existem prós e contras. As teorias são adaptadas com o tempo e a evolução da sociedade, tendo em conta o valor da vida humana.
 
Máquina de eutanásia (Wikipédia)
A escolha pela morte, não poderá ser definitiva, os fatores biológicos, temporais, emocionais, sociais, culturais e economicos têm que ser avaliados, contextualizados, pensados e julgados, para que seja assegurada a verdadeira liberdade de escolha do indivíduo, esgotando a possibilidade de arrependimento.
     A Constituição Federal do Brasil, é utilizada como base para o tema Eutanásia, nos:
● Artigo 1º, III, que reconhece a "dignidade da pessoa humana" como fundamento do Estado Democrático de Direito;
● Artigo 5º, III, onde "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante";
● Artigo 15 º do Código Civil Brasileiro, onde "ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de morte, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica", o que autoriza o paciente a recusar determinados procedimentos médicos;
● Artigo 7º, III, da Lei Orgânica de Saúde, de nº 8.080/90, que reconhece a "preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral".
● Lei dos Direitos dos Usuários dos Serviços de Saúde do Estado de São Paulo, de nº 10.241/99, que em seu Artigo 2º, Inciso XXIII, expressa que são direitos dos usuários dos serviços de saúde no Estado de São Paulo, "recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida".
     Contra a eutanásia existem diversos argumentos, os religiosos, os éticos , os políticos e os sociais. Do ponto de vista religioso a eutanásia é considerada pecado, devendo ser reservado ao Criador dos Homens, ou seja, só Deus pode tirar a vida de alguém. Da perspectiva da ética médica, é considerada homicídio diante do juramento de Hipócrates, segundo o qual considera a vida como um dom sagrado, sobre a qual o médico não pode ser juiz da vida ou da morte de alguém. Na óptica política e legal, o Código Penal atual não especifica o crime da eutanásia, condena qualquer ato antinatural na extinção de uma vida. Sendo que, o homicídio voluntário, o auxilio ao suicídio ou o homicídio mesmo que a pedido da vitima ou por compaixão social, quem o praticar será punido criminalmente.
"Nunca é lícito matar o outro: ainda que ele o quisesse, mesmo se ele o pedisse (…) nem é lícito sequer quando o doente já não estivesse em condições de sobreviver" (Santo Agostinho in Epístola)

Foto: Divulgação
      As pessoas com doença crônica, incurável, ou em estado terminal, têm momentos de desespero, de sofrimento físico e psíquico muito intenso, mas também há momentos em que vivem a alegria e a felicidade. Estas pessoas lutam dia após dia para viverem um pouco mais. Nem sempre todos os enfermos com patologias irreverssíveis querem morrer, porque não ter cura. Muitas vezes acontece o contrário, tentam lutar contra a morte, custe o que custar, pois a eminência do tabú da morte é mais aterrorizante que as consequencias de uma doença terminal, ou ainda há pessoas que amam tanto a vida que se apegam a qualquer tentativa de prolongar sua estada entre seus entes queridos e chegam a sugerir para que se for necessário, querem servir de cobaia em novos experimentos com possibilidade de cura ou de prorrogar a vida.
     A família como núcleo fundamental da Sociedade em todos os tempos, quando confrontada com a morte reage como fator determinande de proteção, amor e respeito pelos entes do seu clã. São as diferenças cultural e social, que fazem com que a legislação mude e se adapte de país para país, que faz com que os Países Baixos, tenham legalizado a eutanásia e no Brasil não. Em Portugal, onde a morte tem perdido visibilidade, é excluída de práticas antigas, os familiares são afastados dos enfermos, as crianças não sabem o que é o ritual do luto, que são cada vez menos vividos e morrer nos hospitais, no lar ou em casa dependente de prévia autorização, pois morrer sozinho pode ser mais do que um título adquirivél, é muitas vezes realidade ou uma escolha.
     A prática da eutanásia existe desde a Antiguidade, fato este, que leva a necessidade de uma constante manutenção na discussão sobre o assunto, e com a seriedade que lhe é merecida. Devido ao grau de complexidade que a sociedade e o estado definem a vida, como um bem jurídico supremo, as religiões a classificam como um bem divino. Mas, é preciso considerar as desigualdades sociais e o que representam problemas desta magnitude. Homicídios podem ser planejados onde o paciente pode ser induzido à morte. Seria uma imensa contradição da lei que assegura antes de tudo o direito à vida, e o mesmo estado que daria amparo legal à prática da eutanásia. Sua legalidade abriria margem para práticas equivocadas e outros artifícios perniciosos nos fariam esquecer que somos cidadãos, criaturas de Deus, passando a ser seres humanos descartáveis ou um mero conjunto de células vítimas de estudos.

Fontes:
http://www.ambito-juridico.com.br/
http://sare.unianhanguera.edu.br/
http://www.wikipedia.com.br/
http://www.guardian.co.uk/
http://www.rawa.org/

terça-feira, setembro 28, 2010

Cinema: textos apresentados no workshop

Disciplina: Teoria da Comunicação
CINEMA, pesquisa, estudo e finalização por Diego Freitas, Hiolanda Mendes, Marcelo Garcia, Ronilson Rodrigues e Tanair Maria - Turma: CJN03S1
                                                                                          Foto: Agex
Marcelo, Hiolanda, Diego, Ronilson e Tanair

I - INTRODUÇÃO:
– O QUE É CINEMA?
Podemos dizer que o cinema é, de forma bem sintetizada, um sistema de reprodução de imagens em movimento, registradas em filme e projetadas sobre uma tela. Este sistema que surgiu com a invenção do cinematógrafo (um aparelho portátil três em um, sendo: máquina de filmar, de revelar e de projetar) por Auguste e Louis Lumière, acabou se tornando algo de proporções mundiais, criando uma complexa manifestação estética, publicada em 1911 pelo teórico italiano Ricciotto Canudo que ganhou a alcunha de Manifesto das sete Artes. Com o passar do tempo, foi popularmente reduzida para a Sétima Arte.
A data de 28 de dezembro de 1895 é especial no que se refere ao cinema e a sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu inédito cinematógrafo. O evento causou comoção nos presentes, aproximadamente trinta pessoas, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária.
No ano seguinte, 1896 na França, vários aventureiros foram para diferentes lugares do mundo a procura de imagens exóticas para serem exibidas ao público europeu, que desejavam conhecer os povos e paisagens, antes pintados por viajantes e cientistas e depois retratadas pela fotografia. A era do cinema mudou o conceito de comunicação mundial, individual e coletiva. Agora, a imagem, o movimento e o som são capturados, registrados e eternizados na história.

II – CURIOSIDADES:
“PRIMEIRO FILME DA HISTÓRIA”
"A saída dos operários da fábrica Lumière"
O filme, cujo título original é La Sortie des usines Lumière à Lyon, consta da filmagem de 46 segundos de empregados (maioria mulheres) deixando a fábrica Lumière. Dirigido e produzido por Louis Lumière, é considerado o primeiro filme da História e também o primeiro documentário já feito.

“PRIMEIRO FILME COM EFEITOS ESPECIAIS”
“Viagem À Lua”
Seu diretor, Georges Méliès (1861-1938), é considerado o pai da arte do cinema. Nasce na França e passa parte da juventude desenvolvendo números de mágica e truques de ilusionismo. Depois de assistir à primeira apresentação dos Lumière, decide-se pelo cinema. Pioneiro na utilização de figurinos, atores, cenários e maquiagens, opõem-se ao estilo documentarista. Realiza os primeiros filmes de ficção – Viagem À Lua (Voyage dans la lune, Le / Voyage to the Moon - 1902) e A Conquista do Pólo (Conquête du pôle, La / Conquest of the Pole - 1912) – e desenvolve diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais.

“PRIMEIRO LONGA-METRAGEM”
“The Story of the Kelly Gang”
Em 1906, o filme australiano "The Story of the Kelly Gang" tinha aproximadamente 60 minutos sendo lembrado até hoje como o primeiro longa-metragem da história do cinema. Antes um filme durava de 10 a 15 minutos no máximo.

“PRIMEIRO FILME COM SOM”
“The Jazz Singer”
O filme foi lançado em 1927. O potencial da nova tecnologia foi mal aproveitado no primeiro filme, à parte falada do filme constava de apenas três cenas que não passavam de 10 minutos, naquele tempo os produtores acreditavam que ninguém poderia aguentar assistir um filme com mais de uma hora de diálogo.

“MAIOR INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA DO MUNDO”
“Bollywood”
Bollywood (nome surge da fusão de Bombaim, antigo nome de Mumbai, cidade onde se concentra esta indústria, e de Hollywood), a indústria de filmes indiana, produz quase o triplo de filmes produzidos nos EUA (Hollywood). E curiosamente, a terceira maior indústria cinematográfica atualmente também é um país de terceiro mundo: a Nigéria.

“PRIMEIRA FILMAGEM NO BRASIL”
“Fortaleza e Navios de Guerra na Baía da Guanabara”
Três anos depois da primeira exibição de filme com os Irmãos Lumière, Afonso Segreto, em 19 de junho, a bordo do paquete francês Brésil realiza a primeira filmagem de "Fortaleza e Navios de Guerra na Baía da Guanabara". Surge então o cinema brasileiro.

“PRIMEIRO DOCUMENTÁRIO DE DESTAQUE PRODUZIDO NA REGIÃO AMAZÔNICA”
“No Paiz das Amazonas”
Este trabalho de Silvino Santos, diretor pioneiro de produções na Amazônia, foi feito para divulgar o Estado do Amazonas durante as festividades comemorativas do centenário da Independência, no Rio de Janeiro. O documentário em preto-e-branco é sempre lembrado por rara beleza fotográfica.

III – QUIZ:
1) Por que o cinema é chamado de a Sétima Arte?
( ) Em 1895, foi inventado o cinema por Auguste e Louis Lumière, acabou se tornando algo de proporções mundiais, tornando-se uma complexa manifestação estética que ganhou a alcunha de Sétima Arte.
( ) Em 1896, vários aventureiros foram para diferentes lugares do mundo a procura de imagens exóticas para serem exibidas ao público europeu, que desejavam conhecer os povos e paisagens, antes pintados por viajantes e cientistas e depois retratadas pela fotografia, este fenômeno deu origem à denominação de Sétima Arte, por já existir seis principais artes mundiais.
( ) Em 1896, a era do cinema mudou o conceito de comunicação mundial, individual e coletiva. Agora, a imagem, o movimento e o som são capturados, registrados e eternizados na história. Esta era ficou conhecida como a Sétima Arte.
( ) Em 1897, deu-se a primeira sessão de cinema em Manaus, no Teatro Amazonas. Nas primeiras décadas do século XX, a região foi percorrida por dezenas de exibidores de cinema de empresas famosas como a Pathé-Frères e a Gaumont, que realizaram tomadas da selva e do cotidiano das cidades amazônicas. Em homenagem às paisagens exóticas capturadas nos trópicos, foi chamada de a Sétima Arte.
(X) Em 1911, foi publicado, pelo teórico italiano Ricciotto Canudo, em um manifesto denominado: Manifesto das sete Artes, como forma de registrar acontecimentos ou de narrar histórias. Com o passar do tempo, foi popularmente reduzida à denominação de a “Sétima Arte”.

2) Qual o nome do aparelho inventado pelos irmãos Limière em 1895, que filmava, revelava e projetava imagens em movimento?
(X) Cinematógrafo
( ) Cinetoscópio
( ) Mimeógrafo
( ) Omniographo
( ) Praxinoscópio

IV – FONTES:
Bibliografia:
COSTA, Selda V. Eldorado das ilusões. Cinema e sociedade. Manaus: 1897-1935. Manaus, Editora da Universidade do Amazonas, 1997.

LOBO, Narciso J. Freire. A tônica da descontinuidade. Cinema e política na década de 60. Manaus, Editora de Universidade do Amazonas, 1994.

Sites de pesquisa:
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=3023
http://www.webcine.com.br/curiosid.htm
http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/28/artigo23444-1.asp
http://www.sampaonline.com.br/todomundoteen/rogerio2002mai.htm
http://www.suapesquisa.com/musicacultura/cinema_brasileiro.htm

segunda-feira, setembro 20, 2010

Cuba Capitalista ainda de Fidel Castro

Disciplina: Língua Portuguesa / Produção Textual

Atividade: Elaborar texto sobre Cuba, utilizar critério de pesquisa.

     Em 2006, Fidel deixou o poder por causa de problemas de saúde, transferindo-o para o seu irmão Raúl Castro, e nos últimos meses reapareceu em público fazendo alertas sobre o risco de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e Irã. Assim dá-se início da polêmica sobre a crise atual em Cuba, em 11 de setembro (sexta-feira), Fidel foi alvo de manchetes internacionais quando disse que seu recente comentário sobre o fracasso do modelo econômico comunista cubano foi mal interpretado pelo repórter Jeffrey Goldberg da revista The Atlantic, à qual teria dito que o modelo de comunismo em Cuba já não funcionava nem mesmo para os cubanos. Segundo Fidel, sua afirmação foi interpretada ao pé da letra pelo repórter da Atlantic, e significava exatamente o contrário, já que ele se referia ao fracasso do capitalismo. Fidel explicou o mal entendido, em discurso na Universidade de Havana, dizendo que deu uma resposta despreocupada para o repórter. E agora se diverte vendo como ele interpretou tudo literalmente.   
- "Minha ideia, como todo mundo sabe, é que o sistema capitalista não serve nem para os Estados Unidos, nem para restante do mundo.", afirmou.
     A rara entrevista de Fidel, concedida à Atlantic e divulgada na quarta-feira (8/set), vinha sendo tema de especulações no mundo todo. De um lado, foi interpretada como um sinal de apoio de Fidel às reformas feitas por seu irmão e atual presidente, Raúl Castro. De outro lado, serviria de munição para os dissidentes cubanos, num momento em que Cuba atravessa forte crise econômica.
As notícias recentes de Cuba divulgadas nas mídias brasileiras foram veiculadas na íntegra do texto da repórter Rosa Tania Valdés:
Presidentes Lula e Fidel (Agência EFE)
      Quando o assunto é a ilha de Cuba, vem associado à imagem do ex-ditador Fidel Castro que permaneceu no poder ditatorial no período de 1959 a 2006. Tornou-se presidente a partir da Revolução Cubana de 1958/1959, que derrubou o governo do general Fulgêncio Batista, simpatizante do regime capitalista norte-americano. Esta revolução era nacionalista e socialista, por receber forte influência do “companheiro” Ernesto Che Guevara e de seu irmão Raúl Castro atual presidente de Cuba.
     Em represaria ao regime anticapitalista, o governo norte-americano decreta em 1962, embargo econômico contra Cuba, que perdurou até 2009, quando o atual governo comandado por Raul Castro, demonstrava sinais do capitalismo na ilha, numa tentativa de recuperar a economia em vertiginosa crise. Este fato foi concretizado em 15 de setembro (quarta-feira), com a notícia de que 1.500 funcionários públicos foram dispensados por falta de recursos do governo para honrar seus salários, em contrapartida, empresas estatais serão privatizadas. A previsão é de que 500 mil trabalhadores cubanos percam seus postos de trabalho até março de 2011. Serão seis meses para efetivar as privatizações e iniciar o processo de abertura das fronteiras para empresas de capital estrangeiro e recolocação no mercado de trabalho dos 500 mil funcionários públicos que serão demitidos neste período de transformação econômica.
     Em 1993, o país contava com 11,2 milhões de habitantes, com uma força de trabalho de 4,9 milhões, dos quais 4,1 milhões são funcionários do Estado, que controla 95% da economia, quando Fidel, em plena crise econômica pela queda do bloco soviético, permitiu o trabalho privado em alguns casos, com o pagamento de impostos e sem contratação de assalariados. Em 1995, os trabalhadores privados chegaram a 210 mil. Em 1996, foram autorizados os negócios familiares, a abertura de pequenos restaurantes (paladares) e foi permitido o aluguel de residências. Mas em meio a uma recuperação econômica no início desta década, o governo congelou as licenças e acentuou os controles. Muitos negócios foram fechados devido à compra ilegal de insumos, sonegação de impostos, e alguns sobreviveram com subornos aos inspetores. Em 2009, havia apenas 143 mil trabalhadores privados.
     Em 2005, a revista Forbes especulou que o patrimônio de Fidel Castro atingiria aproximadamente 550 milhões de dólares. Com essa fortuna acumulada, especulou a revista, ele teria alcançado o décimo lugar na categoria de governantes e membros da realeza mais ricos do mundo. Um porta voz da revista Forbes disse à BBC que, para estimar a presumível fortuna de Fidel, calculou o valor de mercado de várias empresas estatais cubanas, e atribuiu um percentual do valor assim obtido ao patrimônio pessoal de Fidel. Estes datos foram negados por Fidel, que considerou esta notícia uma infâmia. Na oportunidade, Fidel desafiou:
" - Se eles provarem que tenho um conta no exterior de 900 milhões, de um milhão, de 500 mil, de 100 mil ou de um dólar, eu renuncio a meu cargo e às funções que desempenho".
     Detentor de frases pragmáticas, Fidel entra para a história com obras dedicadas a sua biografia, a exemplo da série Grandes Líderes da Editora Abril Cultural nos anos 80, tais como: - “A história me absolverá.”, dito em sua própria defesa (assumida por ele ser diplomado em Direito pela Universidade de Havana), ao defender o direito dos povos de lutarem contra a tirania. Ele foi condenado a 15 anos de prisão, durante o cumprimento da pena, Fidel reelaborou sua autodefesa com o título de “A história me absolverá”, publicada clandestinamente em 1954.
     Outra frase pragmática, é um fragmento de seu discurso em 1° de maio de 2003 em Havana:
-"Nuestro pueblo heroico ha luchado 44 años desde una pequeña isla del Caribe a pocas millas de la más poderosa potencia imperial que ha conocido la humanidad. Con ello ha escrito una página sin precedentes en la historia. Nunca el mundo vio tan desigual lucha."
     (-"Nosso povo heróico lutou 44 anos desde uma pequena ilha do Caribe, a poucas milhas da mais poderosa potência imperial que a humanidade já conheceu. Com ele escreveu uma página sem precedentes na história. Nunca o mundo viu uma luta tão desigual."). Passou a relembrar suas conquistas, que em 1959 iniciou a criação de um novo modelo estatal, escreveu leis a favor dos setores mais desfavorecidos, como por exemplo, a lei de Reforma Agrária, também fundou órgãos como o Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA), do qual foi seu primeiro presidente, e instituições culturais como a Imprensa Nacional de Cuba e o Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC), a nacionalização de empresas estrangeiras, a Reforma Urbana, o desenvolvimento da indústria nacional e a diversificação agrícola, a Campanha de Alfabetização pioneira no mundo, a nacionalização e gratuidade do ensino em todos os níveis, a eliminação da saúde pública privada e do esporte profissional, a melhoria das condições de vida dos setores mais populares, o estabelecimento de vínculos com nações de todo o mundo e todos sistemas sociais de governo, culminanmdo com a incorporação de Cuba ao Movimento de Países não Alinhados.

Raúl Castro, Lula, Fidel Castro e Franklin Martins se reúnem em Havana
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

     - Então, trata-se de um herói, ou de um antiherói? Diriamos que é um herói pelos feitos em prol de um povo miserável em uma ilha isolada, um pequeno ponto no oceano, que sozinho quer provar que é melhor governante que o da maior potencia mundial. Mas continuando a pesquisa sobre Fidel, deparamo-nos com a segunda das 27 curiosidades do Cinema, sendo:
     “2ª. Fidel Castro tentou triunfar em Hollywood. Em meados de 1945, 13 anos antes de converter-se no líder de Cuba, Castro iniciou uma breve carreira cinematográfica como galã latino na qual teve tempo de interpretar pequenos papéis em três musicais: Escola de sereias, Bathing Beauty e Holiday in México.”
     - E agora, trata-se de um ator frustado em Hollywood que conquistou a simpatia de um povo num momento de fragilidade diante do novo, do mundial capitalismo dominante e dominado pelos americanos? E utilizando a beleza e carisma de Che Guevara, e o apoio de seu irmão Raúl Castro, tornou-se um herói ditador? Mas um ditador pode ser herói? São apenas indagações que a história nos permite questionar, afinal estamos em regime democrático e com direito de livre expressão, garantidos pela Constituição Brasileira até hoje.
     O amanhã será sempre o futuro, e vivemos no presente. Por isso vamos fazer valer cada conquista e cada conceito que aprendemos, sem esquecer que os preconceitos e os prejulgamentos, são os maiores causadores dos males e das enfermidades sociais
Fontes:
http://oglobo.globo.com/mundo/
http://www.ohoje.com.br/mundo/
http://www.publico.pt/Mundo/
http://www.google.com/hostednews/afp/article/
http://www.suapesquisa.com/biografias/
http://pt.wikipedia.org/

Alfabetização em período eleitoral

Disciplina: Língua Portuguesa/Produção Textual
      Alfabetização é uma das bases para plataforma de candidatos as eleições para cargos públicos escolhidos através do voto popular. Mas que o correto deveria ser a sustentação e orgulho nacional, para um povo de um país desenvolvido, onde ler e escrever são como andar e falar, inerente aos indivíduos, mas que devem ser apreendidos por eles ao longo de sua trajetória social, política e pessoal. Se desde os primórdios do mundo a comunicação está presente seja através de grunhidos, gestos, pinturas rupestres e sinais, e quem melhor os dominaram tornavam-se os líderes daquela comunidade, então temos que admitir que quem melhor se preparar para qualquer atividade social terá destaque sobre os demais, e que para acumular conhecimentos e transmiti-los é necessário saber se expressar através de sua língua natal ou mais conhecida como o idioma nativo. E para os mais interessados dominar outros idiomas tornando-se um poliglota, por exemplo, e quem sabe, ser um embaixador de seu país em outra nação. Note que são várias as possibilidades para os indivíduos que foram alfabetizados, que sabem ler e escrever e que dominam a forma de falar para exercer funções de destaque em sua comunidade. Os professores dominam o saber fragmentado em disciplinas para melhor entendimento dos alunos, os patrões dominam a técnica de produção para dar empregabilidade e garantir o sustento de seus empregados e o lucro de sua empresa, e os políticos que dominam a forma de expressão e conquistam um colegiado eleitoral para garantir sua presença como representante legítimo do povo, mas que lança mão de toda sua plataforma eleitoral para utilizar a corrupção em prol de si mesmo e dos seus entes queridos mais próximos. Então, nós jornalistas temos a missão de fornecer aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se autogovernar. E, para tanto é preciso a alfabetização para todos, e fato e de direito em todo território nacional.

“A pessoa que não lê, mal fala, mal houve, mal vê.”
Frase escrita por Malba Tahan, escritor que transformou a matemática em um assunto simples e divertido.

Quais são os perigos de uma explicação biologizante da cultura?

Disciplina: Antropologia Cultural
       Os perigos de uma explicação biogizante da cultura são os de rotular um padrão social, de como os indivíduos que vivem em sociedade devam se comportar para viverem em sociedade. Ora se são os indivíduos que compõem uma determinada sociedade, logo cada indivíduo é único, e se for submetido a padrões de comportamento, de aparência física e de posição social (poder aquisitivo que determina as classes sociais), podem entrar em conflito social. Mesmo que a tentativa de determinar padrões para ser seguido pela maioria, a minoria pode se revoltar e se organizar para questionar ou até mesmo combater baseados na discriminação de suas diferenças. Então estamos diante do dilema dos conceitos e dos preconceitos, que ao longo de toda a existência humana em nome da ordem, da justiça e da boa convivência, cometeram enganos e atrocidades contra a humanidade, e a mais cruel foi o genocídio contra os judeus em justificativa para criar-se uma raça soberana, sem doenças, sem defeitos físicos, o ser humano ideal.
       Outro exemplo mais próximo de nossa realidade cotidiana era o padrão físico para os homens e mulheres, em meados dos anos 70 e 80 o tipo de mulher era bem torneada nas pernas e quadril e com pouca inteligência, e o homem do tipo físico magro e intelectual, então as mulheres feministas se uniram para conquistar a igualdade de direitos com os homens. Em contra partida, as mulheres adolescentes tomavam estimulantes de apetite para engordar e serem apreciadas pelos rapazes e para não serem ridicularizadas ou discriminadas pelas amigas, colegas, vizinhos e familiares. Entre os anos 90 e o início do século XXI, verificamos o padrão modelo manequim para mulher e mister América para homem, então as mulheres fazem dietas, tomam fórmulas perigosas que as levam à patologia de anorexia, e também se submetem a cirurgias para ficaram dentro do padrão de estética e os homens vão para as academias e chegam a exaustão física, tomam complexos vitamínicos e aplicam medicamentos utilizados em animais para ficarem com músculos bem definidos.
       Assim verificamos que os perigos estão próximos de cada indivíduo e que na busca desenfreada pelo bem estar, pela cura de enfermidades, pela prorrogação da juventude e principalmente pela vida eterna, ocorrem muitos erros e enganos trágicos para a sociedade e para a humanidade.

Fontes de pesquisa em 20/09/2010:
http://www.scielosp.org
http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/
http://www.ceccarelli.psc.br/artigos/portugues/html/sexualidadeugenia.htm
http://www.ncpam.com.br/2010/06/epistemologia-ambiental.html

sexta-feira, agosto 06, 2010

Dois textos: "Ética do bem e do mal" e "Censura principal arma da ditadura"

Atividade: Elaborar texto (descritivo, narrativo e ou dissertativo). Tema: dois artigos publicados pela revista Veja: “Aula de ética é em casa, não na escola” (Gustavo Ioschpe) 30/06/2010 e “Mordaças e Palmadas” (Lya Luft) 04/08/2010.

Disciplina: Língua Portuguesa/Produção Textual
Texto 1:
Ética do bem e do mal
       A palavra ética está definida como: “Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal.” (Minidicionário Aurélio), ora se resumidamente trata-se do bem e do mal, então podemos observar que nos dois textos em estudo abordam a mesma temática, que é a aplicação da lei, seja moral ou cívica. Podemos verificar que o cidadão tem seus direitos constituídos na Carta Magna Brasileira atualmente conhecida como: A Constituição Brasileira revisada em 1988. E as leis que servem para manter a ordem e progresso numa comunidade, geralmente aplicada para o cidadão que comete ato falho que causa dano ao próximo, e que por isso é recluso e colocado à margem da sociedade mais conhecido por “marginal”.
       Verificamos que na proximidade das eleições políticas no Brasil, começam a surgir casos sociais mirabolantes e leis complementares extremamente polêmicas, que parecem servir apenas para desviar a atenção dos eleitores ou para confundir a ideologia política social de cada candidato, pois qualquer posicionamento a favor ou contra e até mesmo manter-se imparcial considerado omissão, vai causar impacto na avaliação e decisão de votar de cada eleitor brasileiro.
       Quanto à indignação da professora sobre o posicionamento dos jovens estudantes de jornalismo e de que rumo à censura da imprensa brasileira está se fazendo presente, lembro: Que se os jovens ainda não notaram este fato nas entrelinhas governistas, por outro lado temos um aliado que se fez e faz presente no que tange a liberdade de imprensa que é a Organização das Nações Unidas (ONU), que sempre se manifesta diante de censores, principalmente no Brasil que sempre estão observando aguardando uma oportunidade para pacificamente sugerir ajuda na “organização” política social no Brasil. E nós brasileiros que deveríamos jamais esquecer, dos “20 anos de chumbo”, da tão recente ditadura militar, a servir de exemplo para que não se repita, passamos por desmemoriados, apáticos e sem o mínimo de atitude positiva.
       Mas, sempre há esperança quando a dignidade e a atenção se fazem presente. Lendo um texto dissertativo real produzido por um estudante que já participou de algum exame seletivo e graciosamente cedeu ao autor e professor Antonio Carlos Xavier na obra Como se faz um texto, da editora Rêspel, que cito na sua íntegra a fim de registrar um texto com pensamento coeso e argumentativo:



Texto 2:
Censura principal arma da ditadura
       No século passado, em meados dos anos 60, a ditadura militar foi impetrada no Brasil através de um golpe militar e para impor seus mandos ou desmandos, utilizava o método da censura com direito a busca a apreensão de cidadãos que discordavam ou que questionavam o sistema de governo.
       Com este enunciado, parece que o fato ocorreu ha muito tempo atrás, e caiu no esquecimento de muitos principalmente da atual geração de estudantes, que vez por outra são cobrados, julgados e condenados pela forma de pensamento ou ausência dele, o popular “tanto faz”, dito diante de tomadas de decisões, das mais simples no cotidiano como escolher a cor de uma roupa, até a escolha do representante do país.
       Mas, temos que reconhecer que este fenômeno ocorreu por conta da criação e educação aplicada pelos pais da geração pós-ditadura, que ao proporcionar uma vida melhor que a sua e menos sofrida que a dos seus pais, os sobreviventes em 20 anos do regime ditatorial severo, acabaram por superproteger os filhos.
       Hoje em dia, vivendo no capitalismo compulsivo, onde a aquisição de bens de consumo pessoal tornou-se acessível a todas as camadas sociais, com ofertas de produtos descartáveis em que a escolha passou a ser indiferente, uma vez que, em um breve espaço de tempo o produto adquirido é substituído por versões mais modernas e atraentes aos olhos dos consumidores.
       O fator “tanto faz” suplantou aquela escolha absoluta que caracterizava as crianças e os adolescentes, que na sua maioria, quando escolhiam um objeto de consumo, não havia poder de convencimento que as fizessem mudar de idéia, onde culminavam com as famosas birras de criança, corrigidas com pequenas palmadas, que hoje querem proibir com leis absolutamente desnecessárias e desconectadas da realidade de sua aplicação e de seu controle.
       Enquanto estamos dormindo, as leis censoras estão se estabelecendo pelo país, a exemplo da proibição aos humoristas de utilizarem qualquer assunto referente à personalidades políticas em seus programas, interpretações, textos, enfim censurar o direito de expressão que está garantido na constituição nacional, mas que vez por outra, esquecemos e permitimos o avanço perigoso de leis que ferem os direitos de todos os cidadãos, em prol de uma pequena parcela política que são nossos representantes, logo são cidadãos comuns que por opção própria, submetem-se a eleição e passam a ser personalidades públicas, passível de qualquer comentário político-social oriundo de seus eleitores, pares, artistas, religiosos, cidadãos e apreciadores de uma franca discussão.
       Então, qual é a finalidade da censura? Deveria ser o exame crítico de obras literárias ou artísticas, em resumo. Mas estamos diante de uma separação de crítica e de censura, que mais representa repreensão vertical, formal e unilateral.
       Vamos despertar para um olhar mais crítico e com atitude para analisarmos, discutirmos e realizarmos uma boa eleição para nossos governantes, assim garantirmos o futuro da nação e da realização de nossos sonhos, porque sonhar ainda é permitido sem censura.

O Jovem em seu tempo
       O primeiro fator a ser analisado durante uma avaliação mais profunda da jovem geração brasileira deve ser o contexto histórico. Há quem diga que não se fazem mais jovens como os de antigamente, como os de 68. Não é justo comparar duas gerações tão diferentes, a começar pelo período político e econômico que cruzam. A de 68 viveu uma época em que o mercado de trabalho não era tão competitivo, pelo menos no Brasil, sobrando tempo para pensar em outras questões, políticas, por exemplo. Além disso, o próprio ambiente restrito de liberdade e marcado pelo AI-5 alimentava o espírito lutador que moveu aquela juventude.
      Mas, hoje é diferente. A atual jovem geração brasileira cresceu com liberdade. Certamente o valor mais importante para este período. O sexo livre faz, a cada dia que passa, milhares de vítimas de doenças como AIDS que aumenta assustadoramente entre jovens mulheres. O consumo de drogas tem situação semelhante no que se refere ao aumento. Acidentes de carro, em sua maioria envolvem jovens e o número de vítimas mortas é crescente. Mas, é essa mesma liberdade que mata vários jovens que impulsiona e caracteriza a atual geração.
       O contexto político também teve participação de peso na formação desses brasileiros. Talvez menos politizados, visto que o governo não o pressiona mais como na época da ditadura militar, mas certamente com a questão do emprego, ou será desemprego? Essa pressão econômica acaba fazendo o papel de estimular o jovem a se empenhar na formação intelectual e superar os obstáculos que a falha educação, que o governo impõe, causa.
       É importante afirmar que esta geração é conformista, falta-lhe mais interesse e participação política, vontade de querer mudar o que está errado, tirar o corrupto e o corruptível. Isso está ligado à educação não só a que o governo oferece, mas à que os pais, aqueles da geração de 68 dão.

quinta-feira, junho 10, 2010

Resenha da obra: Manifesto do Partido Comunista

Disciplina: Sociologia Geral da Comunicação
Escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em dezembro de 1847 - janeiro de 1848.

Communist-manifesto Foto:Wikipédia
     Inicio com as indagações. Que partido de oposição não foi acusado de comunista por seus adversários no poder? Que partido de oposição, por sua vez, não lançou a seus adversários de direita ou de esquerda a pecha infamante de comunista?
Para que ocorra um melhor entendimento é necessário estudar as seguintes definições.
     Comunismo é o sistema social, político e econômico baseado na propriedade coletiva, teoricamente desenvolvido por Karl Marx (1818-1883), e proposto pelos partidos comunistas como etapa posterior ao socialismo.
     Socialismo é o conjunto de doutrinas que se propõem promover o bem comum pela transformação da sociedade e das relações entre as classes sociais, mediante a alteração do regime de propriedade.
     Direita é o setor político conservador.
     Esquerda é o conjunto de partidários duma reforma ou revolução socialista.
     Quando o mundo antigo declinava, as velhas religiões foram vencidas pela religião cristã; quando, no século XVIII, as idéias cristãs cederam lugar às idéias racionalistas, a sociedade feudal travava sua batalha decisiva contra a burguesia então revolucionária. As idéias de liberdade religiosa e de liberdade de consciência não fizeram mais que proclamar o império da livre concorrência no domínio do conhecimento.
     Impulsionada pela necessidade de novos mercados, a burguesia invade todo o globo, e cria vínculos em toda parte. Em lugar do antigo isolamento de regiões e nações que se consideravam autos suficientes, acabam por desenvolver uma interdependência das nações, que passa a ser conhecida como intercâmbio universal. A burguesia suprime cada vez mais a dispersão dos meios de produção, da propriedade e da população, que é o ponto determinante para a formação da ira comunista.
     A exploração de uma parte da sociedade por outra é um fato comum em todos os séculos anteriores ao comunismo, que agora em lugar da antiga burguesia, com suas classes bem definidas e conflitantes, surge uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos.
     Na sociedade burguesa, o trabalho vivo é sempre um meio de aumentar o trabalho acumulado, já na sociedade comunista, o trabalho acumulado é sempre um meio de ampliar, enriquecer e melhorar cada vez mais a existência dos trabalhadores. Dessa forma, o objetivo imediato dos comunistas é a constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa e a conquista do poder político pelo proletariado. Assim posto, entendo que, é a inversão do controle do poder. É a eterna busca pelo poder descentralizado dos que detêm o conhecimento e transferi-lo para o indefeso proletariado.
     Os comunistas apóiam em toda parte do globo qualquer movimento revolucionário contra o estado de coisas social e político existente, mas utilizam de violência extrema para derrubar a ordem social existente e impor a característica de revolução sangrenta. O Brasil é o único país que vivenciou uma revolução sem mortes. A história não deve ser esquecida mas sempre ser lembrada para que não mais cometamos os mesmo erros, num futuro próximo. As eleições estão batendo nas nossas portas, é a hora de questionar, verificar ideais, estudar as proposições partidárias e votar sempre na eminência de acertar e garantir uma política social eficaz e descente para a nação e o povo que nela vive (ou que sobrevive).